5.24.2006

O Exemplo Português

Um amigo meu, mais ou menos cioso das modas, sobretudo das modas que sopram de Bruxelas, e mais ou menos deprimido com o nosso cada vez mais real dia-a-dia, foi ao site europeu sobre exemplos de CVs disponíveis em variadíssimas línguas. Poderei questionar a assepsia dos os curriculuns europeus (eu sei, eu sei que é latim, e que por isso plural de curriculum é curricula), ou o seu voluntarismo nesta busca de um modelo. Mas não é sobre nada disto que eu quero falar. Sim, se considerarmos que já temos um Presidente da comissão europeia, que o número de portugueses nas diferentes comissões, gabinetes e sub-gabinetes tem aumentado consideravelmente por termos um Presidente da comissão europeia Português, não se entende a forma com que continuamos a ser vistos e catalogados.
Para os mais curiosos, por favor copiem este link:http://europass.cedefop.europa.eu/europass/home/hornav/Downloads/EuropassCV/CVExamples/navigate.action
 
Poderemos encontrar exemplos de CVs nas mais variadas línguas, incluindo o alemão, o inglês,  o italiano, o espanhol, o francês e por aí fora. Todos estes exemplos estão preenchidos, com o que poderemos considerar figuras tipo.  Nesse sentido, o exemplo de curriculum vitae em alemão é para algo indizível como um Versicherungsberaterin - o que soa, no mínimo a  algo de sumptuoso e intimidatório, que se poderá traduzir (ferramenta de idiomas do google)  para conselheiro de qualquer coisa.
Passamos então para o exemplo inglês e constatamos que a profissão de referência é "European Project Manager". Sim, senhor um gestor europeu de projecto. Profissão interessante.
Segue-se o Francês com "Responsable de Project- Gestion du patrimoine. Sorri-me pois. De facto,  os franceses mantêm consigo um conjunto interessante de obras que não lhes pertence. O que dirão os Gregos do Louvre... E o nosso amigo Vasco Graça Moura também já refilou sobre as nossas obras desaparecidas desde o tempo das invasões Napoleónicas.
Por outro lado, a profissão tipo para os italianos é "Gestão de recursos humanos". Também encontrei esta escolha interessante dada a natural prosápia que os caracteriza. Nesta caminhada em direcção ao sul da Europa, passei pelo exemplo espanhol- contabilistas. Não pude deixar de me lembrar dos vários capítulos do " The world is flat" a falar na relevância decrescente desta profissão e do seu tão pequeno valor acrescentado no mundo da globalização.
Mas a maior surpresa no meio de exemplos de curriculum com profissões tipo (só na cabeça de algum burocrata idiota),   estava reservada para o meu querido país e para a minha querida língua.
Padeiro e Pasteleiro!!!! Fiquei sem palavras perante os relatos furiosos do meu amigo, tentando encontrar alguma lógica nas várias profissões escolhidas. Suspirei e só posso dizer que não há presidente nem Papa que nos possa valer. Seremos sempre o canalizador, o trolha da Europa. Mas éramos o pasteleiro e padeiro nos Estados Unidos, na Venezuela e no Brasil, não era???? Pelos vistos, a nossa fama vem de longe. 
Gostaria de ressalvar que não considero que haja desprestígio na profissão de trolha, de padeiro, de pasteleiro, ou noutra profissão qualquer. De facto, o único desprestígio existe na cabeça dos que rotulam.   

5.23.2006

Polo Norte


Chegou-me via mail, e por isso desconheço a autoria, uma magnífica fotografia do Polo Norte.
Espero que o autor da fotografia se acuse para ser devidamente felicitado.
O Polo Norte, um dos locais para onde gostariamos certamente de emigrar dado o estado geral das coisas.

5.18.2006

Marques dos Santos- Novo Reitor da Universidade do Porto

Marques dos Santos foi eleito Reitor da Universidade do Porto.
Gostaria de felicitar a Universidade do Porto por não ter perdido a capacidade para efectuar esta escolha. Esperemos que a vontade de "fazer" do Prof. Marques dos Santos se mantanha acesa e contagie o resto da Universidade.
Por conhecer, relativamente, bem o Prof. Ferreira Gomes, só posso considerar que esta foi uma boa opção. Sem dúvida que é apenas pelo trabalho que a Universidade do Porto se pode reposicionar como uma Universidade forte e capaz de liderar a mudança.

Já nos bastam os governantes para as jogadas e para a "politics". Viva a "policy"!

Gostaria de enfatizar que este blog deve ter sido das primeiras páginas na internet a dar esta notícia... OAgradeço com veemência ao José Almada.

5.17.2006

Eleição do Reitor da Universidade do Porto




Hoje, dia 17 de Maio tem lugar a eleição para o novo Reitor da Universidade do Porto.
Depois de oito anos em que pelo menos um dos dois Vice-reitores foi protagonista devido à ausência de uma liderança forte, esperam-se novos ventos para a Universidade do Porto.

Conscientes do interesse que esta eleição tem para a Universidade e para a cidade em geral, a Universidade do Porto, através da sua página, disponibiliza os perfis e programa de cada um dos candidatos.
http://sigarra.up.pt/up/web_base.gera_pagina?P_pagina=18390

Na página do Jornalismo Porto Rádio leia-se sobre os dois candidatos: Ferreira Gomes, que acompanhou os oito anos de mandato de Novais Barbosa, é um comunicador nato que aposta numa visão centrada na investigação e na internacionalização da Universidade; do outro lado, o mais reservado Marques dos Santos é um defensor da Empresarialização dos serviços e um crítico quanto ao actual modelo de Governação do Ensino Superior Português.
http://jpr.icicom.up.pt/2006/05/especial_eleicoes_reitoria_up_2006_combate_de_vices.html
Conhecendo-o relativamente bem um deles, sei que este resumo é uma visão demasiado simplista.

PSP e as armas de fogo


Temos visto noticiadas várias acções da PSP em múltiplos bairros de Lisboa e arredores. A acção que mais propaganda mereceu envolveu 600 agentes no Bairro da Torre em Camarate, tendo resultado na apreensão de 19 armas. Aparentemente o Ministro António Costa rejubilou de satisfação com semelhante eficiência. Esta acção deu uma média de 32 agentes por cada arma de fogo.
Considerando esta proporção interrogo-me acerca do número de efectivos que foi necessário envolver numa outra apreensão agora na ilha da Madeira de meia centena de armas de fogo ilegais (pormenor - diferentes marcas e calibres).
Pelas minhas contas 1600 agentes….

Edit On Web

A criação de um site na Web com conteúdos em ciência e literatura e ainda por cima em Português, é sem dúvida notícia.
Visitem o site www.editonweb.com, ajudem com os vossos comentários e participem nos fóruns  de discussão.
Consubstanciem os vossos conhecimentos.
Para já um reparo: Para um site em Português esperaria no entanto, um título em Português…


Eixo?! Mas que mal!

Tenho assistido com bastante estupefacção ao programa “Eixo do mal” transmitido na sic notícias na noite de sábado para domingo. Tempos houve em que valia a pena esperar pela mordacidade dos intervenientes neste programa. Infelizmente, nos últimos tempos- leia-se desde a tomada de posse do governo Sócrates- que o programa se caracteriza pelo marasmo completo e por um demasiado evidente comprometimento político.

Na questão da refinaria não foram criticadas nem evidenciadas as múltiplas contradições e cenas gagas subjacentes ao processo, nomeadamente no que diz respeito ao nosso ministro da economia. Foi mais fácil criticar o Patrick Monteiro de Barros, personagem que de facto também não me é muito agradável, do que pôr a nu uma de muitas manobras de propaganda do governo. Já anteriormente, e bastava que se tivessem informado minimamente, se levantaram muitas questões de ordem ambiental. Elas não surgem agora. Também aqui neste blog essas questões foram colocadas.
Este programa cada vez me parece mais um outro, de há uns tempos atrás, “a noite da má-língua” e que teve um triste fim pelo fastio que causava aos espectadores.

Convenhamos que a Clara Ferreira Alves, que eu tanto admirava & Co se têm ficado pela crítica fácil do alto do pedestal da superioridade intelectual. Já se ouvem frases como “estou-me a marimbar para os pobrezinhos” acompanhados de interjeições serôdias da própria Clara Ferreira Alves “ fugiu-te a boca para a verdade”.

Imperam pois a conversa fácil, a falta de informação e de cultura.

Perante isto, não há pôr-do–sol em lado nenhum do mundo que lhes possa valer.

5.16.2006

Eduardo Prado Coelho e " A arte de Perder"

Eduardo Prado Coelho sobre “a Arte de perder”. Bem a propósito dado o frenesim de alguns, é importante que saibamos encarar as diferentes derrotas da nossa vida e, bem mais relevante, aprender com elas. A arte de saber perder é directamente proporcional à maturidade e inteligência, evitando-nos a tolice das birras da nossa infância e adolescência.


“A arte de perder
Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte
Tantas coisas que perdemos ao longo de uma vida!Perdemos as casas onde vivemos, que habitámos por dentro, naquilo que uma casa tem de mais dentro de si mesma. Perdi a casa de infância dos meus pais na adolescência - no mesmo ritmo que os perdi. Perdi a casa da Avenida do Uruguai, a casa da Rua de Entrecampos, a casa do Lumiar, que os meus pais me ofereceram, a casa do Marais, em Paris, onde vivi dez anos, a casa da Parede. Cada casa corresponde a um ritmo de vida, uma forma de cadência do quotidiano. Mas perdi-as e encontrei outros lugares.Perdi lugares. Cafés - tantos - onde estudava: perdi a Granfina e o Nova Iorque, perdi o Vavá de que tanto gostava, povoado de amigos e cúmplices, perdi o Monte Carlo e raramente volto ao Toni dos Bifes, onde o Carlos de Oliveira ou o Abelaira se encontravam. Perdi um pouco o hábito regular de ir à Versalhes. Perdi a Faculdade de Letras e o seu bar fumarento e ruidoso, invadido por vagas de alunos de Direito. Perdi o Estádio Universitário, o dos plenários do movimento de estudantes, onde falavam o Jorge Sampaio ou o Eurico de Figueiredo. Perdi o bar do Estádio Universitário, para onde ia estudar, mal chegava a Primavera. Perdi a casa de gelados Monte Branco, ali ao Saldanha, para onde ia ler e escrever nas noites de Verão. Perdi a praia de São Martinho do Porto, a praia dos primeiros namoros. Não a reconheço, porque fui reencontrá-la massacrada por uma urbanização selvagem e incomodativa. Encontrei a foz do Arelho.Perdi Paris, o Centro Pompidou, os cinemas do boulevard Saint-Germain, os cafés La Hune e Les Deux Magots, as livrarias Le Divan, que já não existe, e La Hune. Perdi o Teatro de la Ville, onde vi espectáculos magníficos, descobri muito da dança contemporânea, e encontrei pela primeira vez a Pina Bausch. Perdi o Châtelet (o Castelinho, como gostava de dizer o Pierre), onde tive a revelação de William Forsythe e de Bob Wilson. Perdi La Gamin de Paris, no Marais, assim como a livraria (asfixiada economicamente com a guerra do Golfo) ou a pequena loja de discos de música clássica. Perdi o quiosque de Saint-Paul, onde ia todas as manhãs com o meu cão Spinoza, e este aguardava sempre com impaciência que a dona do quiosque lhe desse o brioche que estava tacitamente prometido.Perdi amigos, muitos. O Zé Ribeiro da Fonte, a Margarida Vieira Mendes, o Alberto aparecem por vezes nos meus sonos. Perdi mulheres, muitas, algumas no Brasil, outras em Portugal. Perdi livros, que ficaram noutras casas, que desapareceram sem que eu saiba porquê, que emprestei e não recuperei. Perdi também alguma memória de tudo o que perdi.Mas há um poema de Elizabeth Bishop que se chama precisamente "Uma arte" e é sobre essa difícil arte de perder. Diz assim: "A arte de perder não é nenhum mistério; / tantas coisas contém em si o acidente / de perdê-las, que perder não é nada sério. (...) Perdi duas cidades lindas. E um império / que era meu, dois rios e mais um continente. / Tenho saudades deles. Mas não é nada sério. // Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo / que eu amo) não muda nada. Pois é evidente / que a arte de perder não chega a ser mistério / por muito que pareça (Escreve!) muito sério."

Professor universitário”
Eduardo Prado Coelho em
Público, 16 de Maio de 2006

5.10.2006

Das berças- o direito à indignação

Neste momento Portugal e o governo em particular debatem-se com a problemática da sustentabilidade da segurança social. Como que por encanto, na sequência de um debate televisivo em que o senhor Ministro afirma que a segurança social estará falida daqui a 15 anos, surgem uma catadupa de medidas, todas elas deveras penosas.
Não falarei do quão injusto penso serem todas estas medidas tomadas por um estado estranhamente gastador, mas sim de outras medidas atentatórias das liberdades e garantias dos Portugueses.
Há uns tempos atrás discutia-se, e suponho que ainda se discuta, a necessidade de licenciar e de o estado fazer um acordo com as várias clínicas privadas, tipo franchising, para que as Portuguesas pudessem fazer a intervenção voluntária da gravidez, com as melhores condições e com o máximo de assistência. Num contexto de garantia das liberdades de todos e do livre arbítrio, penso que poderá ser uma medida a ter em conta, independentemente dos juízos valorativos que se possam fazer perante uma situação que será de privilégio, se comparamos com outras de quase igual urgência que nunca mereceram semelhante hipótese de excepção.
Mas foi para mim importante referir a história das clínicas para enfatizar o facto de não perceber esta súbita visão economicista da saúde, que nenhum outro governo se atreveria a tomar. SIM!, de facto nenhum outro governo se lembraria que era uma solução, que era prioritário, aceitável e nunca sujeito a discussão o fecho de várias maternidades do Portugal profundo.
Mas voltarei a escrever sobre este assunto.
Quero manifestar aqui a minha indignação.  

5.04.2006

Simplex para a Natalidade

Depois de várias promessas programas a 1, 2 ou mais anos, eis que surge a reforma da segurança social que, segundo este governo, urge fazer. Estranhamente, o país e, em particular os media, surgem com grande apatia perante um sem número de reformas que infligem duros golpes nos bolsos dos Portugueses. Só falta aparecerem as aves de mau agoiro da nossa praça, a tentarem perceber de quem é a culpa de tudo isto. Eu também penso que o Cavaco nunca devia ter aumentado as reformas....De facto, depois de analisar friamente os dados disponibilizados pelo Observatório para a Saúde Pública (Gráfico 1 e 2) constato, que o problema é capaz de não estar só no aumento das reformas dadas pelo Cavaco. Nos últimos 20 anos estamos a nascer ligeiramente menos e a viver durante um bocado mais de tempo. Mesmo assim (data not shown) vivemos menos que a média Europeia....Espero que o Governo tenha a coragem de inverter esta ordem das coisas. Há que fazer reformas profundas na sociedade Portuguesa, e a vários níveis, para combatermos todos, em uníssono, esta situação. A dificuldade mais grave está na taxa de natalidade. Este problema é multifactorial e poderá ser explicado pelo facto de termos ganho consciência que não vale a pena colocarmos ninguém neste mundo e muito menos neste país. Será que é boa ideia continuarmos a existir como um povo ? Bem sei que será difícil ultrapassar esta dúvida metódica perante as perspectivas do futuro que nos rodeia e para mim, em particular, permanece irresolúvel. Os preceitos da Religião Católica Apostólica Romana deveriam voltar a ser seguidos e desta forma acabar com o controlo desenfreado da natalidade. Assim sugiro medidas, na onda das que têm sido trazidas a lume nos últimos meses. Sim, sugiro um “Simplex para a natalidade”.1- Acabe-se com a venda de anticonceptivos e pílulas do dia seguinte nas Farmácias;2- Re-introduza-se o método das temperaturas, que poderia, muito bem, ser ensinado nos cursos de preparação para o matrimónio;3- Reduza-se o período da emissão de qualquer canal televisivo pois constituem um entrave grave ao estabelecimento de qualquer diálogo entre os casais. Desta forma durante a semana das 7 às 23horas e ao fim de semana das 17 às 23 horas;4- Acabar com todos os canais televisivos para além dos três canais portugueses e do canal espanhol do El país, a TVI.Com este incentivos ao aumento da taxa da natalidade, os outros factores como a esperança média de vida nunca serão preocupantes. Na realidade, estes governos têm-nos tratado bem da saúde. Com simplexs destes não há coração nem cérebro que possam resistir por muito mais tempo.Seremos mais Portugueses infelizes que rapidamente desistirão de existir.Para eu achar que este é um país de completos “nuts” só faltam medidas das do género que eu proponho aqui. Não me admirava nada pois a este governo tudo é permitido.

5.03.2006

Momento de Humor

Um novo dia que passa, Sócrates anuncia novas medidas e o sentimento do Povo é sempre o mesmo!

Life of Brian?




4.28.2006

Não à Clonagem de Pina Moura- Independência Sempre


Na sequência do meu post anterior e da notícia de hoje sobre a aquisição de acções da EDP por parte da iberdola, aqui está um de muitos convertidos ao capitalismo que, aos poucos e poucos, está a destruir mais de 900 anos de luta pela independência.

Aqui está o exemplo de uma pessoa que não merece ser clonada!!!

4.27.2006

Discutir é sempre um bom começo


(image placeholder)

DESPERTAR PARA A BIOÉTICA

CLONAGEM: DEPOIS DA DOLLY, NÓS?

PROGRAMA

10:30 Abertura oficial pela Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

10:45 Escola Secundária Miguel Torga (apresentação de slides)  
11:00 Comentário à exposição pela Senhora Conselheira Maria do Céu Patrão Neves

11:05 Escola Secundária Alves Martins (apresentação de uma escultura e apresentação de slides)
11:25 Comentário à exposição pelo Senhor Conselheiro Pedro Fevereiro

11:30 Escola Secundária Fernando Lopes Graça
Há ética na biotecnologia? (apresentação de slides)  
12:00 Comentário à exposição pela Senhora Conselheira Maria do Céu Patrão Neves

12:05 Escola Secundária de Castro Daire
Clonagem e ética (Dramatização e Comunicação em formato Power Point)
12:30 Comentário à exposição pelo Senhor Conselheiro Pedro Fevereiro

12:35 Escola Secundária Padre António Vieira (apresentação de slides)  
12:55 Comentário à exposição pela Senhora Conselheira Fernanda Henriques

13:00 Intervalo para almoço

14:00 Escola Secundária do Lumiar
Clonagem e ética (apresentação de slides)  
14:10 Comentário à exposição pela Senhora Conselheira Fernanda Henriques

14:15 Escola Secundária Boa-Nova (Apresentação e comentário a um “sketch”)     
14:30 Comentário à exposição pelo Senhor Conselheiro Jorge Soares

14:35 Escola Secundária Quinta das Flores
Clones humanos depois da ficção a realidade (apresentação de slides)  
14:45 Comentário à exposição pela Senhora Conselheira Maria do Céu Patrão Neves

14:50 Escola Secundária de Cantanhede      
"PENSARAM NOUTRO ANTES DE PENSAR EM MIM" (Espaço multimédia (teatro, dança …)
15:10 Comentário à exposição pelo Senhor Conselheiro Jorge Soares

15:15 Centro de Estudos Educativos de Ançã
"O MESMO E O OUTRO" (Apresentação de um filme)
15:35 Comentário à exposição pelo Senhor Conselheiro João Lobo Antunes e comentário ao “blog” WWW.omesmoeoutro.blogspot.com criado pelo grupo de alunos

15:45 CONSELHO DE ÉTICA JOVEM
20 Jovens Conselheiros em representação das Escolas participantes
Preside a Presidente do CNECV com a colaboração dos Conselheiros Maria do Céu Patrão Neves, Pedro Fevereiro, João Lobo Antunes, Jorge Soares, Maria Fernanda Henriques

16:15 Discussão
17:00 Encerramento

Inclusão social

Num artigo de opinião Vicente Jorge Silva traduz o que muitos pensam e sobre tudo o que a maioria dos que, também pensando, não têm coragem de afirmar chegando mesmo a negar. O discurso de Cavaco Silva foi extremamente oportuno para a data que se comemora e sobretudo para estes 32 anos da Nova República. Também Vicente Jorge Silva tem a necessidade de chamar este tipo de discurso para a esquerda de que é militante, esquecendo no entanto o ponto essencial dos partidos em Portugal. Quase todos eles têm como preocupação primeira as questões sociais. A única diferença reside na praxis, mais precisamente no modo como os diferentes partidos pensam ser mais profícua a correcção das desigualdades sociais.
 
 
 
" 25 de Abril: as surpresas de Cavaco
 
Há já muito tempo que o discurso do Presidente da República se tornou o único verdadeiro acontecimento das comemorações do 25 de Abril. Apesar das propostas para que se encontrassem formas mais criativas e menos retóricas de assinalar a data do que a cerimónia oficial no Parlamento, os desfiles militares ou a velha marcha na Avenida da Liberdade, nunca se saiu do formato clássico, anacrónico e pesadamente nostálgico dentro do qual se lembra essa revolução dos cravos que, há pouco mais de trinta anos, incendiou as imaginações e funcionou como marco de tantos sobressaltos libertadores.
 
As tentativas para fazer do 25 de Abril uma grande festa popular acabaram por resultar inglórias, melancólicas, ou, até, quase patéticas. A transmissão do seu testemunho entre gerações - as que viveram o acontecimento, as que dele apenas guardam uma recordação de infância ou as que depois dele nasceram - não aconteceu de facto. Por mais inspirados que sejam os apelos à memória, o 25 de Abril permanece hoje numa espécie de limbo, refém das convulsões pós-revolucionárias, das divisões que se introduziram na sociedade portuguesa e dos sonhos generosos que nele foram investidos há três décadas mas não sobreviveram, em larga medida, à corrosão do tempo e das utopias.
 
Desde Ramalho Eanes que as mensagens presidenciais no 25 de Abril vêm sendo aguardadas como momentos de suspense, explorados intensamente pelos media, nos quais é suposto o Chefe do Estado enviar recados ao Governo ou dar-lhe até alguns oportunos puxões de orelhas. Com os presidentes seguintes - Mário Soares e Jorge Sampaio - o figurino dessas expectativas não se alterou substancialmente, apesar das diferenças dos mandatos, das personalidades, dos estilos e das conjunturas. Criou-se assim a convicção de que a recente falta de quórum parlamentar numa votação pré--pascal e os relatórios pessimistas sobre a situação económica do País forneceriam a Cavaco Silva temas adequados ao seu primeiro discurso do 25 de Abril. Um jornal, o Expresso, no afã de antecipar o próprio acontecimento, chegou mesmo a noticiar que o Presidente decidira dar um raspanete aos deputados.
 
Ignoro qual terá sido o propósito inicial de Cavaco e se, face à indiscrição do Expresso, optou por um desmentido cabal (a quantos desmentidos sucessivos sobreviverá o semanário mais influente do País?). Ignoro também se a outra óbvia previsibilidade de agenda - o pessimismo económico - não terá estimulado o Presidente a preferir um novo efeito de surpresa. O que não parecia estar, de todo, nas previsões foram o tema e o teor da mensagem de Cavaco Silva. Uma mensagem que teve ainda o condão de contrastar vivamente com a confrangedora banalidade dos discursos que ontem fizeram os representantes partidários, insistindo na retórica estafada de (quase) sempre, e dos quais apenas sobressaiu, pela qualidade e pelo sentimento da evocação histórica, o do presidente do Parlamento.
 
Cavaco fez um discurso contra-corrente - contra a própria corrente em que nos habituámos a situá-lo, contra a corrente onde identificamos muitas das personalidades (e interesses) que o apoiaram, e, finalmente, contra a corrente da agenda política e mediática. Preferiu focar as suas preocupações num tema central, ao contrário das viagens circundantes que costumavam ser os discursos presidenciais. E elegeu um tema a que não era suposto estar tão atento e sensível - esse tema "oculto" ou sistematicamente obscurecido pelo ruído ambiente que é o Portugal silencioso, remetido para as margens da exclusão social e da desertificação territorial, o Portugal desprovido de defesas ou representação política e corporativa, o Portugal desprezado e "improdutivo", "deixado por conta" nos critérios economicistas e tecnocráticos da competitividade e da rentabilidade, mas sem o qual só existimos como uma entidade amputada de uma parte essencial de si própria.
 
Discurso de "esquerda", de compaixão, de solidariedade, de alerta - que importam as definições? O que importa é a gravidade emprestada pelo Presidente ao compromisso cívico concreto que propôs aos portugueses e a que teremos de responder por acção ou omissão (a começar pelos que nele votaram nas últimas eleições). Não votei em Cavaco Silva, mas não me lembro de um discurso presidencial dos últimos dez a quinze anos que tivesse posto assim o dedo na maior ferida portuguesa. Só por isso - e não é dizer pouco - fizeram sentido estes 32 anos do 25 de Abril."
 
Vicente Jorge Silva
 
http://dn.sapo.pt/2006/04/26/opiniao/25_abril_surpresas_cavaco.html

4.21.2006

O País para os turistas


Fotografia da Ribeira, Porto.

Relatório da OCDE




Em resposta ao relatório da OCDE, José Sócrates afirma que o documento é “pura futurologia”. De facto, esta afirmação oca de José Sócrates constitui uma mera constatação da realidade – este relatório é a avaliação da situação económica hoje e que permite que se faça uma previsão quanto à evolução económica.
Nunca será demais relembrar que todas as previsões acerca da evolução económica do nosso país, ao longo dos últimos anos, só têm pecado por optimismo em excesso…
Por outro lado, a reafirmação de intenção quanto ao cumprimento do acordo que o governo assumiu com Bruxelas, é descontextualizada, uma vez que nada disso estava em causa. Em causa, está a constatação que o grande motor do deficit que é a despesa pública aumentou no último ano. Com isto se conclui que o deficit não aumentou e não aumentará por diminuição da despesa do estado, antes pelo contrário, mas pelo estrangulamento constante do país não-governante, nomeadamente da classe média. É a este estrangulamento que o relatório da OCDE se refere. Não é futurologia dizer que Portugal cresce menos que os outros países da União Europeia.

Senhor primeiro ministro, passado um ano no governo e tão distanciado da realidade… Tanta obsessão com deficit por parte um defensor do “há vida para além do deficit”.

Todos nós sentimos o nosso sufoco.

  

4.20.2006

O governo e a lei da rolha!

O governo e a maioria PS continuam em estado de graça. Põem e dispõem dos vários órgãos de soberania a seu belo prazer, sem que isso seja considerado um abuso, uma intromissão na normalidade democrática, ou excesso de controlo.
De facto, foi brevemente notícia que a maioria PS impediu uma audição parlamentar a Santos Cabral, o ex-director da Polícia Judiciária.

Com o argumento que “os problemas se resolvem com serenidade”, leia-se, vão caindo gradualmente no esquecimento, Vitalino Canas justificou o “voto contra” da maioria Socialista a esta audição. Quem já esqueceu o folhetim Maria José Morgado na mesma comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias…
De facto, a acompanhar esta demissão compulsiva de Santos Cabral, o Ministro da Justiça fez várias acusações de ineficiência à investigação criminal levada a cabo pela polícia judiciária. O mais estranho é que foi este mesmo director que iniciou vários processos, nomeadamente o do apito dourado bem como outros que volta e meia são falados na comunicação social. Será que foi na sequência destas promessas de substituição que surgiram as grandes amizades entre Valentim Loureiro e o actual primeiro-ministro? Veremos pois o que vai acontecer ao processo do apito dourado.
Este aparente medo da bancada e do Governo socialistas levanta-me alguma (eufemismo) preocupação, uma vez que há cerca de dois meses foram prometidas na revista Visão desenlaces e explicações que nunca surgiram (estranho, não é?) sobre a nova secreta afecta Presidência do Conselho de Ministros.
A calma agora reclamada pelo partido socialista quanto a uma demissão compulsiva do director da Polícia Judiciária, não foi contudo a mesma tida quando Maria José Morgado se demitiu voluntariamente do seu cargo, durante umas férias no Algarve, através de um fax escrito à mão que deve ter entretido durante algum tempo os psicólogos estudiosos da caligrafia.

No expresso online diz-se que:
a) «Não há razão nenhuma, objectiva ou subjectiva, que fundamente a vinda do ex-director da PJ», contrapôs o deputado socialista Ricardo Rodrigues, considerando que «o parlamento não é o fórum apropriado» para discutir a situação da PJ e acusando o PSD de apenas «pretender trazer para a praça pública questiúnculas que já estão ultrapassadas».

b) Pelo PCP, o deputado António Filipe manifestou igualmente a sua «incompreensão» pela recusa do PS em ouvir Santos Cabral no Parlamento, lembrando que «sempre que houve problemas na PJ, a comissão procedeu a audições», nomeadamente quando o agora deputado do PSD Fernando Negrão abandonou o cargo de director da PJ.

c) «O ministro pôs em causa a capacidade da PJ em proceder a investigações criminais e disse que tem trabalhado excessivamente para o arquivo. Isso merece esclarecimentos», sublinhou o deputado comunista.

d) A deputada do BE Ana Drago, partido que acompanhou o PSD e o PCP no voto favorável à audição de Santos Cabral, salientou também a necessidade de esclarecimentos por parte do ex-director da PJ, até porque «nos jornais o folhetim continua».

e) Em declarações à Lusa na passada quarta-feira, o ex-director nacional da PJ já tinha manifestado a sua disponibilidade para ir ao Parlamento esclarecer a sua demissão, considerando que, «a bem da PJ, a situação deve ser ultrapassada e esclarecida o mais rapidamente possível».


Cabe-me a mim perguntar: De que tem medo o partido socialista? Agora que nomeou uma nova direcção para a polícia judiciária, agora que nomeou os novos intendentes para o país inteiro, agora que controla o tribunal de contas, etc., etc., etc., …

4.18.2006

Sócrates e o Simplex




Será este o simplex de que fala o Primeiro-ministro, José Sócrates ???
http://en.wikipedia.org/wiki/Simplex_algorithm

Quero mentiras novas!!!

Foi notícia hoje que o governo pensa lançar em Julho o novo passaporte Português, que passará a ser imitido electrónicamente, com dados biométricos. Dizem mais difíceis de falsificar. Segundo esta mesma notícia, que eu li no Expresso-online, os portugueses ficam dispensados de visto para entrar nos Estados Unidos.
Contem-me mentiras novas, porque de facto há anos que não preciso de visto para entrar nos Estados Unidos. E agora roam-se de inveja - eu fui das poucas pessoas que aos 22 anos, tive um visto fitalício. E de facto, há muito tempo não preciso de o apresentar para entrar. By the way, nesse tempo eramos o único membro da comunidade europeia que tinha de ter visto turístico para entrar.
Quanto aos outros vistos, os~Js e os Ks todos, de certeza que não vão ser eliminados pela existência de um passaporte biométrico.
Se eu estiver errada que me desmintam. Mais um comunicado para a imprensa, mais uma chalaça.

Os milhões da ciência vão para....

Afinal já se descobriu o que vai fazer o MIT em Portugal



“MIT apoia projectos da Ota e TGV (image placeholder)
José Sócrates e Mariano Gago focaram o pré-acordo na gestão de aeroportos e de redes ferroviárias. Comercialização de tecnologia também está contemplada. (image placeholder)Garantir formação avançada e investigação nos projectos da Ota e do TGV será uma das áreas prioritárias a desenvolver na cooperação com o  Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Os investimentos no comboio de alta velocidade e nos grandes aeroportos são prioridades pois Portugal precisa de formação nestas áreas”, revelou ao DE o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago. O coordenador do Plano Tecnológico e da Agenda de Lisboa, Carlos Zorrinho, também confirmou que “haverá uma grande confluência entre as competências do MIT e as necessidades do país na área da logística dos transportes, sector onde precisamos de ser muito competitivos”. Os projectos da Ota e do  TGV prevêem um investimento que rondará cerca de 16 mil milhões de euros, fortemente apoiados pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
Madalena Queirós e Luís Reis Ribeiro(Para obter mais informação, consulte a edição em papel do Diário Económico)

Terça, 18 de Abril de 2006  

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diario_economico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/623029.html”

Espaço do "Público"



Uma geração sem consciência da privacidade
domingo, 16 de Abril de 2006


A ideia de que os espaços de socialização na Web são sobretudo destinados a jovens está errada, defende Paulo Querido, jornalista e autor do livro Amizades Virtuais, Paixões Reais. A Web tornou-se "mais um local" para travar novos conhecimentos, a que também os adultos recorrem.São, no entanto, as novas gerações - aquelas que "já tomaram consciência de si próprias dentro da Rede" - que "não sabem o que é a questão da privacidade".O jornalista aponta que, para quem nasceu em meados da década de 80, o facto de terem parcelas significativas das suas vidas expostas não é preocupante e que a sua presença on-line espelha os momentos que as suas vidas atravessam.Também José Luís Orihuela, professor na Universidade de Navarra, em Espanha, e autor do blogue eCuaderno, defende que, com novas formas de comunicação e práticas sociais, a Rede formou "uma geração para quem as distinções entre mundo virtual e mundo real começaram a esbater-se". O mundo virtual "constitui-se e experimenta-se como um espaço que se sobrepõe e se associa ao espaço do mundo físico"



http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1254221&idCanal=1721

4.17.2006

A minha vida?! nunca pior

Leia-se no blog “o canhoto” um artigo de 12 de Abril intitulado “667,2 SMN? Simplesmente pornográfico!” uma dura crítica aos altos salários que alguns, muito poucos, recebem em Portugal (para não falar pelo mundo fora). Estou certo que este tipo de artigos reflecte a opinião dos desgraçados que, como eu, trabalham uma vida inteira sem alguma vez serem capazes de receber o que outros ganham num ano.
Bem sei, e os sucessivos governos e partidos também o sabem, que este tipo de discurso de apelo à inveja colhe imensos aplausos. O bloco de esquerda, e o seu discurso populista, não seriam capazes de fazer melhor.
Contra a dor de cotovelo dos que, na maior parte dos casos, se limitaram a vegetar nos trabalhos por onde andaram- aqui vai a resposta a este artigo publicada num outro blog- a blasfémia.


Só paga pornografia quem gosta
Lembro ao António Dornelas que numa economia de mercado os salários dependem de 3 factores:
1. Da oferta e da procura de profissionais com um determinado perfil;2. Da capacidade de um determinado profissional produzir valor para os accionistas;3. Do gosto dos accionistas para perder dinheiro.Ora, se os administradores do BCP ganham uma média de 3,5 milhões de euros por ano é porque:

- esse é o seu preço de mercado
- cada administrador consegue produzir um valor que é superior a 3,5 milhões de euros por ano.
Se não for o caso, é porque os accionistas do BCP gostam de perder dinheiro.Só no sector público é que as três situações podem acontecer ao mesmo tempo. Isto é, o salário do gestor pode estar acima do seu valor de mercado, o gestor pode produzir valor inferior ao seu salário e mesmo que o contribuinte não ache grande piada à situação, ela pode manter-se durante anos.Por isso, das duas uma, ou os salários dos administradores do BCP são de facto pornográficos ou são a remuneração justa pelo valor produzido. Se são a remuneração justa pelo valor produzido, um homem de esquerda não deveria desejar que esse valor fique para o dono do capital em vez de ir para o trabalhador. Se são efectivamente pornográficos, o problema será dos accionistas, caso em que a esquerda só tem que aplaudir já que estamos perante uma situação em que o trabalhador explora o capital.



Adoro esta resposta! Ao melhor nível.

4.13.2006

Manuais escolares- polémica

Afinal a que se deve tanto alarido e sobretudo tanto atraso? Aqui publico o decreto lei aprovado pelo governo em 1990 e o novo comunicado, divulgado hoje pela Ministra da Ciência. Poderemos ver que o texto á quase o mesmo se compararmos com o decreto em vigor. Para além de especificarem mais a comissão avaliadora, e de terem alargado o prazo dos manuais para seis anos, nada é verdadeiramente relevante. Desta forma, não se justificam nem o atraso do ministério e do governo nem as reclamações das editoras. Caso esteja errrada, gostaria que alguém me explicasse a diferença

ANTES
Manuais Escolares
Decreto-Lei n.° 369/90, de 26 de Novembro
Adopção de manuais escolares
De acordo com a Lei n.° 46/86, de 14 de Outubro – Lei de Bases do Sistema Educativo –, e respondendo às exigências da entrada em vigor dos novos planos curriculares definidos pelo Decreto-Lei n.° 286/89, de 29 de Agosto, impõe-se a definição de uma política de manuais escolares que, salvaguardando o direito de alunos e professores recorrerem a outras fontes de informação facilitadoras do processo de conhecimento, se oriente pelo seguinte conjunto de objectivos:Garantir a estabilidade dos manuais escolares, de modo a respeitar os interesses das famílias com vários filhos em idade escolar, mas sem limitar o processo de inovação pedagógica, mediante a definição de um período de vigência dos programas de ensino e dos correspondentes manuais;Assegurar a qualidade científica e pedagógica dos manuais escolares a adoptar para cada nível de ensino e disciplina ou a área disciplinar, através de um sistema de apreciação e controlo;Reconhecer os benefícios da diversidade de iniciativas editoriais de manuais escolares, mas assumindo o Ministério da Educação o encargo de suprir a sua carência pela promoção, se necessário, da elaboração e produção editorial de manuais escolares;Reconhecer a competência pedagógica dos órgãos de gestão das escolas na escolha e adopção dos manuais escolares que considerem mais adequados ao seu projecto educativo;Apoiar as escolas no processo de escolha e adopção dos manuais escolares, facultando-lhes instrumentos de selecção;Garantir o cumprimento, por parte das escolas, dos prazos legais de afixação da lista dos manuais adoptados, bem como da respectiva participação às entidades intervenientes no processo;Permitir a autores e editores a previsão das iniciativas a tomar e das tiragens a realizar, de forma a melhorar a qualidade e a racionalizar o preço do manual escolar e a sua disponibilização no início do ano lectivo.

Assim:
No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei n.° 46/86, de 14 de Outubro, e nos termos da alínea c) do n.° 1 do artigo 201.° da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.° Natureza e âmbito
1 – O presente diploma estabelece o sistema de adopção e o período de vigência dos manuais escolares correspondentes aos programas de cada uma das disciplinas e áreas disciplinares dos ensinos básico e secundário.
2 – Os programas a que se refere o número anterior são aprovados por despacho do Ministro da Educação, sem prejuízo do disposto no artigo 47.° da Lei de Bases do Sistema Educativo.
3 – Os programas são divulgados 18 meses antes da sua entrada em vigor.
Artigo 2.° Definição
Para efeitos do disposto no presente diploma, entende-se por manual escolar o instrumento de trabalho, impresso, estruturado e dirigido ao aluno, que visa contribuir para o desenvolvimento de capacidades, para a mudança de atitudes e para a aquisição dos conhecimentos propostos nos programas em vigor, apresentando a informação básica correspondente às rubricas programáticas, podendo ainda conter elementos para o desenvolvimento de actividades de aplicação e avaliação da aprendizagem efectuada.
Artigo 3.° Iniciativa
Pertence à sociedade civil a iniciativa da elaboração, produção e distribuição dos manuais escolares, cabendo apenas ao Ministério da Educação um papel supletivo, no caso de ausência de iniciativas editoriais para programas obrigatórios.
Artigo 4.° Período de adopção
1 – Cada programa vigora por um período mínimo de quatro anos nos 1.° e 2.° ciclos do ensino básico e de três anos no 3.° ciclo do ensino básico e no ensino secundário, renovável desde que não se justifiquem alterações.
2 – A adopção dos manuais escolares é válida por um período mínimo de quatro anos nos 1.° e 2.° ciclos do ensino básico e de três anos no 3.° ciclo do ensino básico e no ensino secundário, não sendo permitidas alterações à lista dos manuais adoptados depois da sua afixação e durante o período referido, excepto quando o editor ou o autor de determinado manual decidir suspender a sua circulação, ou não assegurar o abastecimento do mercado, ou ainda quando se verificar a aplicação das medidas de suspensão previstas no artigo 9.°.
3 – No final de cada período de adopção, as estruturas de decisão pedagógica no 1.° ciclo e os conselhos pedagógicos nos 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e no ensino secundário devem proceder, no prazo fixado no n.° 1 do artigo 5.°, à aprovação dos manuais escolares para o período seguinte, com vista à sua readopção ou substituição, sem prejuízo do disposto nos n.os 1 e 2.
4 – Os docentes podem recorrer a meios didácticos além do manual adoptado, em ordem ao desenvolvimento dos conteúdos programáticos e de acordo com os objectivos pedagógicos definidos nos programas, desde que tal não implique despesas suplementares para os alunos.
Artigo 5.° Adopção dos manuais escolares
1 – A adopção dos manuais escolares pelas escolas dos ensinos básico e secundário é feita durante as primeiras quatro semanas do 3.° período do ano lectivo anterior ao início do período de vigência dos programas a que dizem respeito e de acordo com as recomendações emanadas da Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, da Direcção-Geral de Extensão Educativa ou do Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional, conforme o caso.
2 – No 1.° ciclo do ensino básico, a adopção dos manuais escolares compete às respectivas estruturas de decisão pedagógica.
3 – Nos 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e no ensino secundário, a adopção dos manuais escolares compete aos conselhos pedagógicos, sob proposta dos conselhos de disciplina.
4 – Nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, a adopção dos manuais escolares é da responsabilidade dos respectivos órgãos de direcção técnico-pedagógica, uma vez ouvidos os professores do estabelecimento.
5 – No decurso do processo de adopção previsto neste artigo, as estruturas de decisão pedagógica, no caso do 1.° ciclo do ensino básico, e os conselhos pedagógicos, no caso dos 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e do ensino secundário, devem consultar as escolas situadas nas mesmas áreas pedagógicas ou em zonas geográficas vizinhas e podem associar-se para efeitos de escolha comum de manuais escolares.
Artigo 6.° Apreciação
1 – O Ministério da Educação, através da Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, do Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional e da Direcção-Geral de Extensão Educativa, constitui comissões científico-pedagógicas para apreciação da qualidade dos manuais escolares, com excepção dos manuais relativos à disciplina de Educação Moral e Religiosa.
2 – As comissões referidas no número anterior integram especialistas de reconhecida competência científica e pedagógica, que não tenham quaisquer interesses directos em empresas editoras, e organizam-se por ciclo de ensino e por disciplina ou área disciplinar.
3 – A apreciação da qualidade pode incidir nos manuais de modo diverso, de acordo com os seguintes métodos:
a) De modo global e pelos serviços propostos das direcções-gerais pedagógicas, em todos os manuais, utilizando-se métodos de despistagem de grelha larga;
b) De modo intenso e pelas comissões previstas no n.° 1 deste artigo, nos manuais que suscitarem dúvidas na despistagem geral;
c) De modo também intenso e pelas mesmas comissões, quando a apreciação for solicitada através de requisição escrita e fundamentada por entidades da sociedade civil com representatividade nacional ou pelos órgãos pedagógicos das escolas.
4 – No caso de a apreciação ser solicitada por entidades da sociedade civil, os encargos devam ser imputados à entidade solicitadora.
5 – As empresas editoras podem inserir na capa ou contracapa do manual a indicação do resultado da apreciação, bem como difundir esse resultado na comunicação social ou por outros meios.
Artigo 7.° Critérios de selecção
1 – Compete à Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, ao Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional e à Direcção-Geral de Extensão Educativa promover a elaboração de critérios de selecção para apreciação dos manuais escolares, os quais terão em consideração não só a sua qualidade e adequação pedagógica mas também a sua robustez, o seu preço e a possibilidade da sua reutilização.
2 – Compete aos organismos referidos no número anterior assegurar a formação dos professores responsáveis pela apreciação dos manuais escolares.
3 – Os critérios de selecção referidos no n.° 1 são publicados conjuntamente com os programas relativos às disciplinas ou áreas disciplinares de cada ano de escolaridade e enviados às escolas e às associações representativas do sector editorial.
4 – A adopção dos manuais escolares, efectuada nos termos e pelos órgãos referidos no artigo 5.°, é feita com base nos critérios de selecção referidos no n.° 1.
Artigo 8.° Procedimento e prazos
1 – Os órgãos de gestão e administração das escolas do ensino público e o órgão de direcção técnico-pedagógica dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo devem afixar, em modelo próprio, no prazo de 10 dias após expirar o prazo referido no n.° 1 do artigo 5.°, em locais de fácil acesso ao público, a lista dos manuais escolares adoptados, por disciplina ou área disciplinar, com a indicação do título, autor e editor.
2 – Os órgãos de gestão e administração das escolas do ensino público e o órgão de direcção técnico-pedagógica dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo devem remeter, no prazo de cinco dias após a afixação referida no número anterior, à Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário e à respectiva direcção regional de educação, a lista definitiva dos manuais escolares adoptados, com a indicação dos títulos, autores, editores e estimativa do número de exemplares necessários para os alunos do respectivo estabelecimento.
3 – As estruturas locais das direcções regionais de educação devem remeter a lista definitiva dos manuais escolares adoptados pelas escolas da sua área às respectivas câmaras municipais.
4 – A Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário envia, nos 10 dias seguintes ao prazo fixado no n.° 2, a lista dos manuais adoptados à Direcção-Geral de Concorrência e Preços, à Inspecção-Geral de Ensino, à Direcção-Geral de Extensão Educativa, ao Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional e às associações representativas do sector editorial.
Artigo 9.° Medidas de suspensão
1 – A Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, o Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional ou a Direcção-Geral de Extensão Educativa, conforme os casos, de acordo com o parecer das comissões científico-pedagógicas referidas no artigo 6.°, comunicam aos autores e editores dos manuais em que tenham sido detectados erros ou omissões de reconhecida gravidade os fundamentos da intenção de impor a respectiva rectificação ou suspender a sua distribuição e venda, em carta registada com aviso de recepção.
2 – No prazo de oito dias úteis após a recepção desta carta, o Ministro da Educação nomeia uma comissão de revisão, composta por quatro professores dos quadros com nomeação definitiva em exercício no mesmo nível de ensino, no caso do 1.° ciclo do ensino básico, e no mesmo grupo disciplinar ou especialidade, no caso dos 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e do ensino secundário, sendo dois deles indigitados pela Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional ou Direcção-Geral de Extensão Educativa, conforme os casos, e os outros dois pelo autor ou editor do manual.
3 – A comissão de revisão é presidida por uma invidualidade de reconhecida competência e idoneidade, nomeada pelo Ministro da Educação, a qual vota apenas em caso de empate.
4 – Na falta de indigitação por parte do editor ou do autor dentro do prazo fixado, a Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, o Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional ou a Direcção-Geral de Extensão Educativa, conforme os casos, asseguram a indigitação da totalidade dos elementos da comissão de revisão.
Artigo 10.° Parecer da comissão de revisão
1 – A comissão de revisão dispõe de um prazo de 15 dias úteis para a apreciação do manual em causa e emissão de parecer, o qual deve justificar minuciosamente as decisões propostas.
2 – O parecer a que se refere o número anterior deve, conforme o caso, contemplar uma das seguintes situações:
a) Revogação da intenção referida no n.° 1 do artigo anterior;
b) Obrigatoriedade de o autor e editor procederem à rectificação dos erros e omissões detectados, através da distribuição de novo manual corrigido ou de errata contendo as correcções necessárias;
c) Suspensão da distribuição e venda do manual.
3 – O resultado do trabalho da comissão de revisão é enviado ao Conselho Nacional de Educação para parecer e subsequentemente será objecto de homologação superior.
4 – Nos casos referidos nas alíneas b) e c) do n.° 2 deste artigo, os encargos emergentes da rectificação ou suspensão da distribuição e venda do manual em causa, bem como da devolução aos adquirentes do manual das importâncias por estes despendidas com a sua aquisição, são da responsabilidade do respectivo editor.
Artigo 11.° Alunos com deficiência visual
1 – Quando nas escolas se verificar a integração nas respectivas turmas de alunos com deficiência visual, deve ser ouvido na escolha dos manuais escolares o respectivo professor de educação especial que apoia o aluno e devem ser considerados quer os manuais anteriormente adoptados, quer os catálogos existentes de manuais especializados.
2 – As escolas referidas no número anterior devem remeter, no prazo estipulado no n.° 2 do artigo 8.°, ao Centro de Recursos do Departamento de Educação Especial da Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário a lista dos manuais seleccionados e o número de exemplares necessários.
3 – Em conformidade com os pedidos recebidos, e tendo em conta a gestão racional dos recursos, a Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário divulga quais os manuais a reproduzir em cada ano.
Artigo 12.° Regime de preços e modalidades de apoio
1 – O regime de preços dos manuais escolares deve considerar os interesses de utilizadores, autores e editores e é estabelecido, ouvidas as associações representativas do sector editorial, por portaria conjunta dos Ministros do Comércio e Turismo e da Educação, a publicar no prazo de 60 dias após a entrada em vigor do presente diploma.
2 – As condições e modalidades de apoio à aquisição de manuais escolares, nomeadamente a sua atribuição gratuita, o subsídio ou o empréstimo são definidos nos termos previstos no n.° 1 do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 35/90, de 25 de Janeiro.
Artigo 13.° Disposições finais e transitórias
1 – O regime do manual escolar definido no presente diploma é aplicável no âmbito dos programas decorrentes da reorganização dos planos curriculares dos ensinos básico e secundário, aprovada pelo Decreto-Lei n.° 286/89, de 29 de Agosto.
2 – Os prazos de adopção dos manuais e de divulgação dos programas, fixados no n.° 3 do artigo 1.° e no n.° 1 do artigo 5.° .do presente diploma, não são aplicáveis ao primeiro período de vigência dos programas a que se refere o artigo 14.° do Decreto-Lei n.° 286/89, de 29 de Agosto.
Artigo 14.° Norma revogatória
É revogado o Decreto-Lei n.° 57/87, de 31 de Janeiro.
 
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Agosto de 1990. – Aníbal António Cavaco Silva – Luís Miguel Couceiro Pizarro Beleza – Roberto Artur da Luz Carneiro – Fernando Manuel Barbosa Faria de Oliveira.
Promulgado em 10 de Novembro de 1990.
Publique-se.
O Presidente da República, MÁRIO SOARES.
Referendado em 14 de Novembro de 1990.
O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva.


HOJE


“Foi hoje aprovado em Conselho de Ministros o novo regime dos manuais escolares, que institui a certificação prévia dos livros por parte de comissões de peritos, alarga o prazo de vigência de três para seis anos e prevê mais apoios para os alunos com maiores carências.
De acordo com a proposta de lei, que será submetida a discussão e aprovação na Assembleia da República, será criado um sistema de avaliação dos manuais escolares, antes destes serem adoptados pelas escolas. Este processo começa a ser aplicado progressivamente a partir de 2007/2008.
Todos os editores passarão a ter de submeter os seus manuais a comissões de peritos constituídas por docentes, investigadores, membros de associações pedagógicas e sociedades científicas, que irão avaliar qualitativamente os livros, com a menção de "certificado" ou "não certificado".
O objectivo é assegurar “a efectiva qualidade dos manuais escolares, garantindo a sua adequação ao currículo nacional e aos programas em vigor, assim como as regras de rigor científico e pedagógico", explicou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no final do Conselho de Ministros.
Depois de certificados, os professores de cada escola ou agrupamento de escolas terão de seleccionar os livros que mais se adequam ao seu projecto educativo.
A proposta de lei prevê também a limitação das actividades de promoção desenvolvidas pelas editoras junto dos professores.
Serão ainda alargados os mecanismos de apoio aos alunos mais carenciados, nomeadamente com a gratuitidade dos manuais para os estudantes do ensino básico que beneficiam do primeiro escalão da acção social escolar, a partir de 2009.
Relativamente aos alunos do básico que beneficiam do segundo escalão da acção social escolar, a proposta prevê o aumento do limite máximo de comparticipação sobre o preço dos livros para reduzir o encargo das famílias.
A comparticipação não abrange os manuais do ensino secundário, mas o seu preço de venda deverá descer, uma vez que o documento alarga a este nível de escolaridade o regime de preços convencionados, que até aqui vigorava apenas no básico.
Também com o objectivo de "minorar os encargos financeiros dos orçamentos familiares", o Executivo decidiu alargar de três para seis anos o prazo de vigência dos livros.
A ministra da Educação revelou ainda que será hoje assinada a convenção de preços dos manuais escolares para o próximo ano lectivo e responsabilizou as editoras pelo atraso do processo, que devia ter ficado concluído em Dezembro.
Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que o atraso ficou a dever-se a "dificuldades técnicas que têm na origem más práticas por parte das editoras, no que respeita à substituição indevida de manuais adoptados e à alteração de preços convencionados".
COMUNICADO do Conselho de Ministros
http://jn.sapo.pt/2006/04/13/ultimas/Governo_aprova_novo_regime_dos_m.html

3.30.2006

Simplex

Zeiss Ikon Simplex http://www.collection-appareils.com/zeiss/html/zeiss_simplex.php

Mais um número? simplex

Em notícia publicada no Diário de Notícias leia-se : “Os cidadãos nacionais, residentes no País e maiores de 18 anos, que pretendam inscrever-se em escolas até ao ensino secundário vão ser obrigados a exibir o cartão de eleitor no acto da matrícula ou da sua renovação. A medida consta do despacho nº 6539/2006, do secretário de Estado Valter Lemos, publicado em Diário da República a 22 de Março. “http://dn.sapo.pt/2006/03/30/sociedade/matriculas_com_cartao_eleitor.html

Convenhamos que este despacho juntamente com o número mágico das 333 medidas para a simplificação administrativa, anunciado pelo governo, constitui um grande ponto de interrogação ???. De facto, neste pacote das 333 medidas incluía-se a eliminação da obrigatoriedade presencial no acto da matrícula.

Esta confusão, nada “simplex”, é um poço de descriminação. Apenas os estudantes adultos serão obrigados a inscreverem-se presencialmente.

Mas alguém se debruçou sobre o quão estranho é o nome Simplex???

A singularidade deste nome, normalmente relacionado a um qualquer produto de qualidade duvidosa, não augura nada de bom. Por outro lado, que associação livre de ideias que me suscita o número de medidas 333? Sem dúvida que me transporta para as visitas aos médicos, como deve ter sido o desejado. No entanto, se a ideia era associar ao “diga 33” usado há algumas gerações atrás, com um qualquer tratamento, não funcionou. Posiciona-nos, isso sim, num período da auscultação (com ou sem estetoscópio), sem qualquer garantia de cura.
Mas a imagem de Ministros e Secretários de Estado desesperadamente a reunir 333 medidas, é hilariante. Ninguém acredita que foi por acaso e, certamente, que se pode questionar a pertinência de algumas delas. Será que foi mais um número?

3.29.2006

Think BIG!!!!







Leonor Beleza, como há uns anos atrás quando ministra da Saúde, preconiza tempos de mudança.  Por um artigo do público somos informados da escala em que esta  fundação vai trabalhar. Deveras ambiciosa. Mas nunca iremos a lado nenhum se continuarmos a pensar pequeno!!!!


“António Guterres e Jacques Delors no júri de Prémio Champalimaud
Galardão de um milhão de euros foi apresentado ontem em Lisboa, com a presença do comissário europeu da Ciência
Leonor Beleza chegou ao lado de Janez Potocnik. A presidente da Fundação Champalimaud e o comissário europeu da Ciência subiram para um pequeno estrado numa sala quase despida de decoração, à excepção de dois microfones e obras de artistas portugueses. Foi neste cenário, na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, que Leonor Beleza apresentou ontem internacionalmante aquele que será o maior prémio mundial para a investigação médica - o Prémio António Champalimaud de Ciência, no valor de um milhão de euros. Até o Prémio Nobel, que vale cerca de um milhão de dólares (828 mil euros) não atinge esse montante. Mas o Prémio Champalimaud de Ciência pretende constituir-se como uma distinção de prestígio, sublinhou Leonor Beleza. "Queremos para o prémio, a fundação e o fundador o maior prestígio."A candidaturas para a primeira edição abrem em Junho e a fundação escolheu a sede da Comissão Europeia para apresentar o prémio e o júri, de que fazem parte cientistas e personalidades de renome mundial. António Guterres, que desde Junho doe 2005 é alto-comissário para os Refugiados das Nações Unidas, é um dos membros, tal como Mary Robinson, ex-Presidente da Irlanda e ex-alta-comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, e a Jacques Delors, presidente da Comissão Europeia de 1985 a 1995. Do júri fazem ainda parte dois laureados com o Nobel, o japonês Susumu Tonegawa (Medicina em 1987) e o indiano Amartya Sem (Economia em 1998). Alfred Sommer (reitor da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, nos EUA), Joshua Sanes (director do Centro de Neurociências da Universidade de Harvard, nos EUA), Gullapalli Rao (director do Instituto dos Olhos, na Índia), Paul Sieving (director do Instituto Nacional dos Olhos dos EUA), Carla Shatz (Instituto Médico Howard Hughes, nos EUA) e José Cunha Vaz (director do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, em Coimbra) são os restantes membros. "Queremos mostrar que é indiscutível o nível das pessoas que decidem quem são os laureados", disse Leonor Beleza.De forma alternada, o prémio irá para descobertas científicas no domínio da visão, em sentido lato, e para instituições e equipas que trabalhem em países em desenvolvimento no combate à cegueira. Será sempre premiada uma instituição ou um grupo, nunca uma só pessoa. "O prémio visa reconhecer equipas que já fazem um trabalho notável. Queremos que seja um estímulo e aumente a importância da investigação da visão e da luta contra a cegueira. Há milhões de pessoas cegas que não o deviam ser, com os meios que há hoje."Janez Potocnik emprestou a solenidade e projecção internacional da Comissão Europeia para lançar o prémio, tanto mais que, ontem e anteontem em Bruxelas, se realizava uma conferência para discutir o papel de organizações sem fins lucrativos, como as fundações, no financiamento da investigação na Europa.Apostar nas fundaçõesA União Europeia pretende que dois terços do financiamento da investigação sejam oriundos do sector privado, com o objectivo final de, em 2010, investir três por cento do produto interno bruto comunitário, sublinhou Potocnik. "Hoje temos 54 ou 55 por cento de fundos privados. Os Estados Unidos têm quase dois terços e o Japão 70 por cento. É uma área que temos de desenvolver mais." E as organizações em fins lucrativos podem contribuir."Essa não tem sido uma fonte de financiamento tão bem desenvolvida como noutras partes do mundo", disse o comissário. "Em 2003, as organizações não lucrativas dos EUA contribuíram com quase 13 mil milhões de dólares para a investigação, ou seja, 4,5 por cento do esforço. Embora haja pouca informação a nível europeu, não há dúvida de que a doação para a ciência é uma área subdesenvolvida na maioria dos países, com excepção do Reino Unido", acrescentou. "A situação do Reino Unido deve-se à notável contribuição de organizações como o Wellcome Trust, bem como a um reflexo bastante desenvolvido da cultura de doação britânica."A Fundação Champalimaud foi apresentada como exemplo de uma fundação criada por um empresário, para apoiar a investigação: para esse fim, António Champalimaud, falecido em Maio de 2004, deixou 500 milhões de euros. A internacionalização do Prémio Champalimaud não ficará por aqui. Em Abril, vai ser apresentado numa conferência científica nos Estados Unidos e, no Outono, na Índia.

Teresa Firmino, Bruxelas
O PÚBLICO viajou a conviteda Fundação Champalimaud “

3.28.2006

Hoje somos todos Benfiquistas!

Porque se trata de uma questão nacional.

3.27.2006

Finalmente, a Inovação


A Bial, não é a primeira empresa Portuguesa com capacidade de entrar nos mercados mundiais. Todos nós lemos notícias aqui e ali, nomeadamente na revista Visão de Agosto de 2005 tivemos vários exemplos disso, que somos capazes de lançar produtos inovadores. Mas de facto a Bial está de parabéns porque é a única empresa farmacêutica portuguesa a fazê-lo.
A Bial tem sido nos últimos anos extremamente no panorama da ciência em Portugal, não só pelos prémios anuais que atribui à investigação, mas também pelas colaborações que vem mantendo com vários grupos.

3.26.2006

Microsoft, finalmente as perguntas

Publico este artigo no meu blog por finalmente ter encontrado alguma contestação a uma situação que para mim nunca foi pacífica - o acordo entre a Microsoft e o governo  Português.
Não falando no facto de termos os ministros, humilhantemente, em filinha para assinala o acordo perante a sobranceria do Bill Gates, nunca consegui perceber porque é que o Bloco de Esquerda, tão defensor do software livre, conseguiu comprar esta história. Aparentemente, dependendo da cor do governo, este partido tem intervenções e preocupações diferentes.
 
Que diriam os jornalistas, que diriam os partidos, incluindo o próprio PS, se Durão Barroso ou um outro governo tivesse feito o mesmo acordo. Bem, aqui vai uma reacção ao retardador. Mas é uma reacção!!!  Mais uma vez o Partido Comunista consegue ultrapassar o Bloco de Esquerda.
 
 
"Comunistas questionam Governo sobre ausência de processo de selecção de empresas·O grupo parlamentar do PCP entregou ao presidente da Assembleia da República seis requerimentos questionando o Governo sobre a legalidade das opções que culminaram com a assinatura de um "memorando de entendimento" com a Microsoft com vista à colaboração desta empresa no Plano Tecnológico. No preâmbulo do documento, assinado a 2 de Fevereiro, em Lisboa, pelo chairman da Microsoft, Bill Gates, e oito ministros portugueses, lê-se que a empresa "decidiu aliar-se" ao Plano Tecnológico e "colaborar com o Governo" no esforço da sua concretização. "Não é surpreendente esta disposição de uma empresa privada, seja ela qual for, em "aliar-se" a projectos estatais que apontem perspectivas de financiamento público e contratação de novos produtos e serviços", consideram os deputados comunistas Bernardino Soares e Miguel Tiago, subscritores do requerimento principal. "A questão é saber da legitimidade – e mesmo da legalidade – de um "entendimento" assinado entre o Estado português e uma empresa privada, o qual define âmbitos e objectivos de protocolos e outros compromissos contratuais, que [...] envolverá a prazo o fornecimento de bens e serviços por essa empresa", prosseguem. "Tudo isto sem que sejam activados quaisquer mecanismos prévios de concurso, contratação ou concorrência, fundamentando-se apenas na "decisão" da empresa em "aliar-se" a um projecto", sublinham. Por isso, requereram ao Governo que explicite o fundamento legal para a celebração do memorando, "como se de relações económicas e de cooperação entre Estados se tratasse", e a ausência de processo de selecção de empresas. E querem saber se o Governo "está ou não em condições de apresentar uma quantificação, mesmo que previsional, dos montantes de investimento público necessários à concretização das 19 medidas do memorando". Para os comunistas, a cerimónia de assinatura do documento foi "uma das maiores operações de marketing alguma vez realizada em Portugal", já que "uma empresa privada recebeu um tratamento de relações económicas internacionais correspondente a um Estado, com os ministros e o representante da empresa em Portugal a assinar o "memorando", na presença do primeiro-ministro e do dono da empresa-mãe".·Bases de dados da PJ preocupam PC Depois de verem à lupa as medidas e orientações do memorando, os comunistas elaboraram outros cinco requerimentos sectoriais. Um deles revela especial preocupação quanto à "segurança de dados informáticos detidos e geridos pela Polícia Judiciária [PJ] no âmbito da investigação criminal, face ao anúncio de "colaboração estreita" que consta do memorando de entendimento". O PCP questiona o ministro da Justiça sobre o âmbito, objectivos e enquadramento legal da "colaboração", e a que "redes internacionais de conhecimento" fica a PJ vinculada com o memorando. Em matéria de educação, o PCP põe em causa o "programa de literacia digital", que pressupõe a existência nas escolas de "um programa curricular fornecido ao Ministério [da Educação] por uma empresa privada" e direccionado "para a utilização de determinados produtos e técnicas que são um exclusivo" da Microsoft. Quanto ao projecto-piloto de adaptação à futura geração de aplicações Windows Vista e OPffice, considera que se trata de uma "estratégia comercial e operação de marketing preparada pela Microsoft [...] com o alto patrocínio do Governo e do seu Plano Tecnológico". Críticas do mesmo tipo são dirigidas ao Ministério da Ciência e do Ensino Superior quanto à "formação com certificação Microsoft" nos politécnicos, questionando os comunistas se estes foram ouvidos e se foi feito algum estudo sobre o assunto. Aos ministros do Trabalho e da Economia o PCP pergunta como podem ter assinado um acordo que prevê a participação num programa de estágios de 4300 empresas "que nunca terão sido sequer consultadas". E junto do ministro dos Negócios Estrangeiros quer saber se ponderou apoiar projectos de cooperação e desenvolvimento nos países africanos com recurso a software livre, em vez de fomentar estágios para jovens dos PALOP nas empresas parceiras da Microsoft. Leonete Botelho
PÚBLICO
Quarta, 22 de Março de 2006"
 

3.24.2006

Humor Negro

Ainda bem que tanto José Sócrates e Fátima Felgueiras não são do género de guardar rancores... caso contrário teriamos um simples aperto de mão muito mais institucional.

Momento de Humor- Mensagens Claras III

Momento de Humor- Mensagens Claras II


ESta mensagem vem mesmo a calhar, uma vez que me fizeram desaparecer três, TRÊS!!!, biciletas da minha garagem.

Mais um momento de humor - Mensagens Claras I

3.21.2006

Uma nota Só?



Não pude deixar de publicar no meu blog uma fotografia fantástica da nossa Ministra da Cultura, Isable Pires de Lima, com o seu homónimo Brasileiro, Gilberto Gil.

Penso que a imagem quase que dispensa comentários.

Primeiro a nossa Ministra está vestida como se de uma das suas viagens de veraneio de tratasse.

Depois, o seu ar, enganadoramente, angelical leva-nos a imaginar que Gilberto Gil continua a entoar fantásticas melodias de embalar.

Fotografia do público online.

http://www.publico.clix.pt/getimage.asp?tb=IMAGENS&id=161497

de 21 de Março de 2006

3.20.2006

A força da Natureza


The Grand Canyon, Arizona, Março de 2006

3.17.2006

Bons tempos



Para quando outravez tão bons tempos ... Espero que para breve!

Vozes do Mar

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!


Florbela Espanca
Poesia Completa

I am lonely cow-boy!

3.07.2006

Decida sobre política de Ciência


Apresento um site onde está online um pedido de opinião sobre vários temas como stem cells, nanotecnologias, testes genéticos, neurobiologia entre outros. A particularidade deste inquérito reside no processo de discussão. Através de um jogo, são dadas "cartas" aos cinco jogadores que lhes permitiram ter argumentos, a favor e contra, sobre cada um dos temas independentemente de terem, ou não, qualquer tipo de informação prévia. Este inquérito é de facto ideal para quem não tem qualquer tipo de conhecimento nas áreas a avaliar, sendo realizadas por equipas dos vários países do mundo.
Para além do método em si, que suscita a curiosidade, os "jogos " já efectuados em cada país permitem concluir, se dúvidas houvesse, que existem realmente diferenças entre Europeus, Canadianos, Sul Africanos e Americanos.
O processo está em curso participe, divirta-se com mais 4 amigos durante 80 minutos, e aprenda sobre os temas mais quentes da biologia. Por outro lado a sua opinião poderá ser importante na tomada de decisão política nestas áreas. Sim, porque no fim ser-lhe-ão pedidas propostas.


http://www.playdecide.org/decide_content.html





2.27.2006

Como os europeus vêem os americanos

Um artigo de publicado hoje no diário de notícias, exprime uma opinião sobre as novas leis anti-tabaco que têm vindo a ser aprovadas na Europa e até em Espanha. Esta será a lei que nos esperará dentro em breve. Aconselho que todos os fumadores comecem a fazer os devidos tratamentos para deixarem de fumar. Um pequeno aparte, em Espanha, pelo menos no sul, lê-se em vários bares: permitida a entrada a fumadores.

“Os limites do tabagismo


A Inglaterra acaba de proibir o tabaco em locais públicos. Uma proibição absoluta, que não admite excepções. O mesmo acontece em Espanha, que, há um mês, também proibiu que se fume no trabalho, nos bares e nos restaurantes. As leis antitabagistas vieram para ficar. Os fumadores consideram- -se perseguidos por uma nova ideologia repressiva. Hitler, de acordo com as últimas notícias, não apreciava fumadores. A civilização ocidental, que elogia o asseio e o aprumo físico, também não.Confesso que não fumo, que, salvo excepções, não me incomoda que fumem ao meu lado e que não me acho, por não fumar, mais limpo do que os fumadores. Também me parece que se os motivos das leis antitabagistas são a erradicação do vício e a obsessão com a saúde, o melhor é ficar tudo como está. Não aceito o paternalismo higiénico de um Estado que, enquanto censura o uso do tabaco, cobra impostos sobre o tabaco. Não aceito um Estado que se assanha numa luta contra os fumadores e continua brando em relação à maioria das agressões ao ambiente. Não aceito um mundo sem vícios.Mas, dito isto, devo dizer que algumas leis antitabagistas em alguns locais públicos (incluindo os restaurantes) são justas. Os fumadores que tenham paciência. Sei que se acham perseguidos e se incluem no vasto rol de vítimas no mundo contemporâneo. Observam que não prejudicam ninguém, que o Estado não tem de se meter na sua liberdade, que são eles os donos da sua saúde, que há dezenas de produtos tóxicos mais graves que o tabaco, que o problema do fumo passivo não passa de um equívoco médico. Em nenhum destes argumentos têm razão. Não se trata de lhes retirar a sua liberdade, mas de defender a liberdade de quem não quer ser exposto ao fumo. E não se trata de zelar pela sua saúde, mas de defender uma relativa igualdade entre todos. Há uma imensidão de vícios piores do que o tabaco. Não recomendo, por exemplo, uma expedição pela Avenida da Liberdade ao meio-dia. Mas isso não justifica que os fumadores imponham por sistema os seus hábitos aos não fumadores.
Pedro Lomba
pedro.lomba@clix.pt

http://dn.sapo.pt/2006/02/24/opiniao/os_limites_tabagismo.html

Diário de Notícias, 24 de Fevereiro de 2005”

A L E R T A - Direcção Geral De Saúde



"Saiu na imprensa diária que caso se encontre alguma ave morta na viapública se deve avisar de imediato a Inspecção-Geral de Veterinária pararecolha e posterior análise do animal e NUNCA TOCAR no mesmo. Falam de pardais, pombos, perdizes, garças e principalmente patos,cegonhas e gaivotas, os mais prováveis portadores do vírus da gripe dasaves.
Para tal, aqui fica o nº azul da Inspecção-Geral Veterinária: 21 323 96 96 .

Por favor divulguem."

2.21.2006

Bendita Comissão Europeia

A prova que “depressa e bem não há quem” está patenteada no último relatório da comissão europeia sobre a situação económica em Portugal. De facto, a comissão recomenda cautela e, à semelhança do que o senso comum determinaria numa situação complicada como a nossa, uma “avaliação cuidadosa do impacto da dívida nos grandes projectos de investimento público, incluindo aqueles que implicam uma parceria com o sector privado” (Expresso online, 20 de Fevereiro). A comissão europeia no seu relatório traduz uma elevada apreensão quanto ao impacto dos projectos da Ota e do TGV na dívida pública Portuguesa.
Será oportunidade para dizer: Bendita comissão europeia. Isso, já todo o povo português (com certeza a maioria) tinha percebido. Mas não, não são estes “simples funcionários públicos”, (nas palavras do Primeiro-Ministro) e/ ou “simples funcionários por conta de outrem”, todos eles cheios de senso -comum, os responsáveis pela tomada destas decisões.
Sim porque todos estes simples funcionários estranharam que projectos e obras de semelhante envergadura tenham recebido luz verde ao fim de 10-15 anos, como se, subitamente, o estado tivesse sido atacado de eficiência…

2.17.2006

Correio Azul

Afinal o Presidente da Câmara do Porto não perdeu o piu. De facto, em mais uma das suas agradáveis e construtivas intervenções protestou com a RAVE (Rede ferroviária de Alta Velocidade) por esta não se ter apresentado disponível para dialogar com a junta metropolitana do Porto- na pessoa do Dr. Rui Rio.
A parte gaga de toda esta questão reside no facto de o belicoso Presidente da Câmara do Porto ter enviado uma carta em correio azul ao Presidente da Administração da Empresa, Sousa Pardal, da qual não obteve resposta.

Será que Rui Rio vai também protestar com os CTT?

Amália e Eusébio na internet...



Depois do site do Cavaco Silva,a leitura digital está definitivamente na moda !!!




http://www.oddcast.com/home/demos/tts/frameset.php?frame1=talk

Sim é verdade, tenho gasto o meu tempo de uma forma fútil....

2.15.2006

Enfim de volta!

Depois deste longo interregno no blog, estou finalmente de volta com uma nova alma. Longe do malfadado período eleitoral poderemos falar de outros assuntos mais importantes do nosso dia-a-dia.
De facto espero que em 2006, em que o “sounds & whispers” completará o seu primeiro ano de existência, possa gozar de uma intervenção mais activa dos poucos que estoicamente permanecem a visitar esta página.
Depois da Opa muito, pouco ou nada hostil, aguardo as novas perspectivas se abrem num País que será seguramente diferente com um novo Presidente em concertação (já se entendeu que sim) com o primeiro-ministro.
Pelo menos até ao próximo 10 de Junho não consta que possa haver mais condecorações pois, entre outros motivos, o senhor que faz as medalhas vai tirar as férias acumuladas depois destes dez anos a trabalhar arduamente, para não falar da loucura que deve ter sido a recta final. Pena é que eu tenha ficado de fora. Mas lá chegará o seu dia!